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![]() A FELICIDADE AO NOSSO ALCANCE Todo o ser humano, apesar de certas circunstâncias quererem indicar o contrário, tem um único gol na vida e esse gol não é exatamente ser rico, ter um avião particular, uma limousine com choffer, uma mansão, um castelo ou um barco. Todos esses ingredientes, ainda que nos possam transmitir uma certa noção de felicidade, não são mais do que uma tradução de posse, não necessáriamente um estado de espírito ou, em outras palavras, não necessáriamente FELICIDADE. O que a espécie humana realmente procura é a felicidade ou a faculdade de se sentir satisfeito consigo mesmo, a faculdade de SER FELIZ. E a felicidade não é sinónimo de posse. Contudo, se essa posse nos trouxer a sensação de enriquecimento interior, ou a sensação de ter atingido satisfação pessoal pelo objectivo conseguido, então e sómente neste caso, podemos associar posse à felicidade. A felicidade não é mais do que um estado de espírito e de emoção criado por nós mesmos dentro da nossa mente. É um estado em que tudo parece se entrosar em perfeita harmonia e coordenação; em que tudo nos dá prazer; em que a paz interior reina acima de qualquer adversidade ou controvérsia; em que nos sentimos donos do nosso universo; um estado de espírito aonde a satisfação pessoal supera todo e qualquer sofrimento ou aflição. Esse estado de felicidade pode acontecer de uma forma natural (aparentemente sem sabermos a razão), ou pode ser induzido através do conhecimento, manipulação e controle dos mecanismos que controlam a nossa mente, de forma a criarmos condições necessárias e suficientes para entrarmos nesse estado de espírito e de emoção que tanto necessitamos para levarmos uma vida mais saudável. Para tal, precisamos familiarizar-nos com esses mecanismos que podem influenciar, de uma maneira benéfica ou maléfica, o funcionamento da nossa mente. Precisamos usar esses mecanismos em nosso próprio benefício. Precisamos, em última instância, manipulá-los porque só assim poderemos, de uma forma consciente, interromper e alterar o ciclo de actuação da nossa mente. Por conseguinte, na medida em que conseguirmos conhecer, manipu- lar e controlar o que vai dentro da nossa mente, assim iremos conseguindo a felicidade. Todos nós, de uma maneira ou de outra, estamos condicionados por diversas circunstâncias que nos afastam da felicidade que tanto alvejamos. Desde cedo a nossa mente vem sendo bombardeada com preconceitos, evasivas culturais, doutrinas perentórias, dogmas, e tantos outros aspectos circunstanciais que nos condicionaram a levar em conta certas condições antes de tomarmos qualquer decisão por menor importância que tenha. Por vezes essas circunstâncias actuam como verdadeiros elementos retrógrados e limitadores do nosso mecanismo pensante. Por isso, se quizermos que a nossa mente desenvolva um trabalho profícuo, torna- se necessário afastar para bem longe essas circunstâncias nefastas, de maneira a conseguirmos a tão desejada felicidade. Para tal, devemos:
conseguirem entender, desenvolver e aplicar esses princípios. De uma forma geral,
continuar sempre aperfeiçoando a nossa mente e adoptar a filosofia de desenvolvimento contínuo e constante de todos os aspectos da nossa vida. Para termos controle total sobre a nossa mente e conseguirmos o nível de felicidade que alvejamos, precisamos antes de mais nada:
reprogramarmos a nossa mente precisamos ter conhecimento prévio dos mecanismos que a regulamentam e a estimulam. Todos os dias estamos sendo bombardeados com propagandas que tentam dizer-nos como devemos viver a nossa vida. Por isso, precisamos também pagar com a mesma moeda, ou seja, precisamos fazer propaganda para nós mesmos, de maneira a influenciarmos a nossa maneira de ser e de viver, de uma forma mais positiva e saudável. Temos que nos lembrarmos de que se não o fizermos agora, haverão milhares de outras pessoas que gastarão rios de dinheiro, através da propaganda comercial, para tentar reprogramar a nossa mente. Analizando minuciosamente essas propagandas comerciais, inevitávelmente vamos encontrar entre toda essa parafernália de carros esportes, mulheres bonitas e diversos outros níveis de felicidade sugestiva e fictícia, dois elementos de fundamental importância, subliminalmente disfarçados dentro da mensagem audio- visual da propaganda. Esses elementos são o prazer e a dor. Toda a eficácia da mensagem está justamente em minimizar a dor e maximizar o prazer. |
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