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![]() BINÓMIO "PRAZER-DOR" Afinal, o que é que nos faz actuar de uma certa forma? O que é que nos compele a aceder a certos impulsos, enquanto que outros são repelidos com tanta veemência? O que é que nos obriga a pisar certos caminhos mesmo sabendo que estamos errados em tomar essa via ? O que é que enfim nos compele a ofuscar o óbvio em favor do duvidoso ou do notóriamente errado ? Pondo de lado todas as vicissitudes da vida que nos guiaram, nos enalteceram, nos rebaixaram, nos moldaram ou nos conduziram até os dias de hoje, (que não são mais do que influências do meio-ambiente e dos nossos ancestrais na formação do nosso carácter), todos nós temos algo em comum. Todos nós temos uma certa tendência em actuar, neste grande palco que é a vida, de uma forma similar no que tange a procura do prazer. Tudo que nos transmite alguma sensação de natureza prazeirosa, instintivamente procuramos aceder a esse impulso, procurando nos desculpar de todas as formas por atitudes que tenhamos tomado ou possamos vir a tomar no que diz respeito à procura e aceitação desse estado norteado pelo prazer, e à rejeição do diametralmente oposto, ou seja, a dor. Por mais que procuremos nos contradizer, o nosso comportamento gira ao redor do binómio “PRAZER - DOR”. Constantemente procuramos obter prazer enquanto que evitamos a dor a todo o custo. Este é um fenómeno que não nos pode passar despercebido se quizermos entender o nosso comportamento. Ao analizarmos a evolução da espécie humana, desde o desenvolvimento das habitações, passando pelos transportes, pelas diversas formas e aplicações da energia, pela tecnologia em geral, não é difícil chegarmos à conclusão de que tudo que fizemos até hoje teve, tem e terá um único objectivo: o de melhorarmos nossa qualidade de vida; o de nos sentirmos mais felizes; o de sentirmos mais sensações de prazer; o de evitarmos tudo que nos possa transmitir sensações dolorosas; em última instância, o de maximizarmos o prazer e o de minimizarmos a dor. Essa situação é tão óbvia, intuitiva e tão primitiva que:
prazer, enquanto que tudo aquilo que nos possa transmitir dor ou uma sensação incômoda, a nossa mente está treinada para reagir e repelir a sensação dolorosa a qualquer custo. Assim, se quizermos ter algum controle sobre o nosso comportamento, torna-se absolutamente necessário, não sómente reconhecer ou ter consciência daquilo que nos dá prazer ou nos transmite dor, como também aprender a mudar o foco da nossa atenção para que passemos a encontrar prazer naquilo que outrora nos transmitia dor, ou vice-versa. Para atingirmos esse fim, precisamos aprender a programar ou a reprogramar a nossa mente. Precisamos...
conseguir introduzir novas atitudes comportamentais e assim modificarmos sensivelmente a nossa maneira de ser. Na medida em que conseguirmos aceitar e adotar essas novas ideias e filosofias, assim teremos caminhado na direcção de uma mudança significativa no que se refere à qualidade da nossa vida para melhor. Seguidamente analizaremos algumas dessas técnicas. |
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